quinta-feira, 19 de março de 2015

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O verão é colorido, mas quando chega julho o calor acaba e estamos sozinhos. Aliás, essa é a vida, a solidão vai chegando gradativamente de estação em estação, e você precisa achar alguém pra ficar a sós, só que junto. E quando achar esse alguém você não vai sentir falta do calor da multidão. Não vai sentir falta da risada, dos gritos, da música alta, daquela sensação de liberdade de dentro pra fora. Você vai valorizar o calor do abraço dele ao cair da noite, a voz grossa dele falando mansamente coisas do coração que ele aprendeu com você, aquela sensação de estar presa ao seu protetor como se nada de mal pudesse lhe acontecer. Mas não vai encontrá-lo assim tão rápido, a vida não facilita. Se você for do tipo sonhadora vai ter a cara e o coração quebrados mais vezes do que você pode contar. Se fingir que não se importa vai chorar para as paredes todas as noites. Se for romântica demais vai ser usada, muitas vezes por alguém que não valoriza o amor tanto quanto você. Se realmente não se importar pode perder a chance de encontrá-lo. Se for tímida demais, vai criar um escudo de invisibilidade e ele nunca perceberá sua presença. Seja como for, não vai ser fácil encontrá-lo. Mas se aprender e crescer com cada decepção, as chances aumentam. E haverão muitas decepções. Vai ter aquele amigo que está sempre ao seu lado, que tem muito carinho pra dar, que sua mãe adora, mas que simplesmente não te faz sentir absolutamente nada. Vai ter aquele com cara de mal, que faz todas as suas amigas suspirarem, mas que depois de ser um canalha você vai perceber que ele não passa de um menino, e que você era o brinquedo novo. Vai ter um cara lindo, o príncipe encantado com alma de sapo, que vai te tratar como mais uma. Vai ter o cara mediano, que te dá sensação segurança, mas que com o tempo você vê que é só uma sensação mesmo. E todos eles vão quebrar seu coração. De todas as formas possíveis. Você vai chorar por todos esses caras que não valem a pena. Você vai sentir medo de nunca encontrar o amor. Vai amar chocolate, um livro, um carro, uma ciência, qualquer coisa que possa chamar de sua. Mas não vai adiantar. E talvez, TALVEZ, no dia nublado que você sair de casa desistindo de tudo o que tenha a ver com amor, ele vai estar lá, esperando por você. Ele vai te olhar na fila do mercado, na mesa do bar, no banco da praça, no meio das suas amigas mais lindas, no meio de uma multidão, seja onde for, é pra você que ele vai olhar, e quando você perceber vai ouvir sinos, sentir cheiro de rosas, e vai ser como se só houvesse vocês dois no mundo inteiro, e sim, vai ser assim. Você vai conversar com ele, achando que é só mais uma tentativa, mas vai querê-lo mais que tudo, e vai sentir vontade de rir, chorar, deitar e correr, tudo ao mesmo tempo. Ele vai sorrir pra você e o mundo acaba e começa de novo a cada sorriso. Quando encontrá-lo você vai saber. As borboletas vão destruir seu estômago, você vai dormir sorrindo todas as noites, e também vai pedir aos céus todos os dias até que ele seja seu e vai agradecer todos os dias do resto da sua vida com ele. Porque ele, o cara certo, vai te desejar e fazer questão que você saiba disso, ele vai dizer que você é a mulher mais bonita do mundo e com verdade, ele vai querer te ver todos os dias, ele vai ver flores em você, ele vai saber que ao te conhecer ele conheceu o amor. E vai ser exatamente assim, vai sim haver sinos e borboletas, vai sim ser mágico, tudo vai brilhar e você vai saber que os contos de fadas são inspirados na vida real do ‘era uma vez’ até o ‘felizes para sempre’. E então todos os dias de todas as estações, até os de chuva, serão os dias mais felizes da sua vida. - DIA 451


Você me achou. Eu estou rindo hoje. Eu choro quando você vai embora porque já passa das dez. Você tem um gosto péssimo pra sorvete. Você fica engraçado sentindo cócegas. Meu estresse passa quando eu te dou beliscões. Eu acredito no amor hoje, pro resto da vida. Sou uma princesa, acredito nisso porque você me diz. Não me envergonho do meu cabelo bagunçado quando você está por perto. Sei que sou bonita porque você olha pra mim e gosta do que vê. Abraçar pessoas pequenas ficou tão estranho depois que eu me acostumei a abraçar você. É bom quando você olha pra baixo só pra me olhar nos olhos quando a gente conversa. Ás vezes eu choro quando você está aqui porque para de doer quando você está me ouvindo. Ás vezes eu odeio sua risada, ás vezes é tudo o que eu preciso ouvir. Você me fez acreditar em tantas coisas. Ás vezes eu me sinto como se fosse um desenho. É engraçado, mas é bom. A sensação de quando você não está do meu lado é tão estranha, perco até um pouco do equilíbrio. E eu sinto de verdade no meu coração as coisas com você, sinto literalmente. Às vezes é bom, as vezes dolorido. Eu preciso sim que você prometa as coisas. Eu preciso que você cumpra todas as promessas já feitas. Você entende meu gosto por contos de fadas, comida e coisas de menina que são difíceis de largar mesmo quando já se é adulta. É porque você valoriza as coisas que eu faço que eu acredito que posso fazer qualquer coisa. E tem mais um milhão de coisas que você faz comigo. Tudo isso só porque você me fez amar você.

Eu tinha 15, e não costumava sonhar. Aos 17 tinha certeza que meus sonhos eram o meu destino, razão absoluta, era tola. E quando descobri um mundo novo, sozinha, aos 18, eu vi que sonhar era ambicioso demais, a vida era demasiado medíocre para tal. Aos 20 encontrei alguém, e ele era meu sonho realizado, mas novos sonhos vieram, e tudo parecia inalcançável. Eu era um átomo bem preso ao chão, a gravidade não me deixava sequer planar, e o meu sonho eram as estrelas de outra galáxia a milhas e milhas da via láctea, estrelas que eu nem sabia ao certo se existiam. De repente o futuro parecia incerto e ao mesmo tempo era como se eu já tivesse um destino traçado, como uma condenação. Era feliz, mas nem perto de suficiente. Aos 21 a vida mudou, os dias mudaram, eu mudei. Tinha os sonhos mais claros, nítidos. Ainda os tenho, na minha mente estão traçados. Estou quase lá, há apenas 1 dia e uma eternidade para alcançá-los. Desta vez já vivi o suficiente, conheço mais do que quando tinha 17, pelo menos é nisso que acredito. E escolho acreditar que vai dar certo, escolho acreditar que aquele pouquinho de sorte que eu preciso vai acontecer e aí então não vou sonhar mais. Viverei o sonho. Alcançarei as estrelas mais distantes do universo.